Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Como se fosse só, como se fosse cansaço, como se fosse chata.

Como se fosse insuportável.

Como se fosse leoninamente ególatra-egocêntrica-egômana-egoísta.
Como se energúmena e como se leonina. E como se de fogo. E como se apagado.

Como se fosse esquecida, como um daqueles fantasmas de novo, como um artista sem talento que morre na obscuridade merecida.

Ah, fosse o último, fosse a última, fosse a ermitã, fosse reclusão e fosse até gás-gasolina-energia-combustível-combustão.

Mas exclusão, exaustão, medo-receio-temor-quasepavorzinho, auto-estima na putaquepariu, saudades e um pingo de tristeza que... quê?
Donde vem?

"Ah, vai à merda, vocâ cansa demais".

Cansei. Mas não cansei eu mesma - cansei, seguido de hífen e pronome pessoal oblíquo na segunda ou até terceira pessoa - só não sei se de fato singular - revelando que estou enchendo o saco (na ênclise, que fique claro)


Inspired by Euterpe - 12:45 AM

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Sexta-feira, Agosto 15, 2008

Às vezes fico aqui, como agora, assim.
Não à toa, pois a cabeça não pára (continuarei usando e foda-se a nova norma da língua. Rá.) e a boca sangra. E a cafeína desce pelo esôfago e tomei um controle pra que ela não suba por onde veio.
Mas eu fico aqui. Logo tenho aula, li, comi. Acabei não seguindo o que um cronograma disciplinado me ordenava, mas tá tudo certo, apesar de tudo. É correria, mas correria benéfica. Vai dar tempo e tal.

Eu fico bem apertada. Canecas de chás tomadas, fico querendo ir ao banheiro. Mas eu não vou, eu fico aqui sentada, ora tocando, ora lendo, ora escrevendo. Ora pasmando. Mas não vou ao banheiro. E a bexiga reclama. E eu continuo aqui.

Penso nos prospectos e penso em ontem. Algumas sensações esquisitas... como por exemplo ter demorado tanto a dormir por acúmulos de energias que finalmente foram liberadas. Alívios físicos, alívios energéticos, mas ao mesmo tempo o novo acúmulo de coisas novas pra poder ir com tudo. Um incenso de cânfora junto. Um algo pensando em Kundalini.

E metade do peso vem da porra da briga horrorosa. Ah, do nada vem peso dentro de mim...dessa vez não é o externo da loira do banheiro, é captação do que se passa atrás da porta fechada do meu quarto, que assiste televisão e janta mui tarde e que me deixa bilhetes com tons levemente provocativos.
Captação que surgiu do ouvir a porta abrindo e captação que se consolidou quando trocamos a primeira e única palavra, a mesma, durante mais de 24 horas: "Oi".
Daquele jeito murmurado que a boca não abre porque reluta em ceder ao comando cerebral de falar aquilo. Preguiça, falta de vontade, qualquer merda que seja. Com os olhos diretamente nas partituras e na agenda, "Oi". "Oi." Desci, pronto, porra.

E aí dá-lhe cânfora. E eu acordo e leio o bilhete e fico puta e aicacetenãoquerselarapazentãovápraputaquetepariu.
Sabe?

Mas, pelo menos, em momentos assim, eu lembro da cor grafite-quase-preto e duma piada boba e dum cheiro específico, e dalguma coisa bonita mais que existe nisso tudo, e as coisas melhoram.
E, sem dinheiro pra ligar, chamei internamente. E ah, na hora exatamente certa ele atendeu e ligou.

Agora seria bem interessante ir ao banheiro e à aula.


Inspired by Euterpe - 2:41 PM

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Segunda-feira, Agosto 04, 2008

Faz sentido que seja tudo culpa da poderosa figura que assombra a infância daqueles que eram medrosos, que apareceria no banheiro com uma faca, bem quando você estivesse olhando para o espelho.
Mas já não faz mais sentido - afinal ela só aparecia, com a faca e os cabelos, quando era chamada por qualquer criança muito ousada e petulante que, por uma curiosidade bem boba e bem infantil e talvez bem burrinha, repetia algum mantrinha macabrinho algumas vezes x - algum número de preferência supersticiosamente maléfico.
Faz sentido que uma figura maléfica abra um talho em meu pé, faz sentido que se aproveite de meus transtornos hormonais induzidos para me fazer perder em mim duma forma péssima, faz sentido que faça meu violão cair em meus dedos e tirar pele de minha coxa; faz sentido que use de tanto poder para isso, faz sentido que tudo isso exista.

Mas não fiz nenhum mantra, não fiz absolutamente nada. Não tenho curiosidade nem boba nem infantil, muito menos burra; não tenho até mesmo por já ter passado por algo parecido, por ter evocado equivocadamente uma outra figurinha, menos poderosa, e ter sofrido o que sofri. Não tenho curiosidade alguma de evocá-la, quero que ela inexista em minha mente, quero que não tenha absolutamente nada a ver com minha infância e com minhas novidades e curiosidades. Ela não tem, cacete.

Falaram-me, então, errado? Ora, quer dizer então que ela não aparece apenas para as crianças metidas a besta que resolvem brincar com o perigo? Ela então aparece, assim, simplesmente. É isso?

Aparece, mesmo tão distante, só por sentir um cheiro de coisa dando certo? Aparece dessa forma inevitável?

Alguém pinte aqueles cabelos, por favor? Ah, e de quebra poderiam deixar as cabines individuais bem trancadas - ela surge de lá, não? Ou podemos ver toda a sua aparição, direitinho, logo atrás de nós?
Ah, eu quero sossego. Eu quero paz, eu quero energias boas e fortes, sim, mas não queria ter de me proteger e me preparar pra reforçar as coisas aqui contra figuras galegas de mitologia infantil que aparecem em banheiros com armas.

É tudo tão bobo e tão real que eu vou ter que mandar o homem do saco levá-la pra bem longe.


Inspired by Euterpe - 2:00 AM

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Sábado, Julho 26, 2008

Eu encontro pedaços dele.
Pela minha memória olfativa não é novidade.
Também não seria novidade se fosse um cheiro infestado no travesseiro após ir embora.
Mas eu encontro pedaços na ponta do edredon, eu encontrei um pedação na lateral do travesseiro.
Eu encontro pedaços da sutileza e encontro pedaços da voluptuosidade.
Não são pedaços, assim, pedaços como pensamos quando falamos isso. São como fragmentinhos.
Mas também não fragmentos como peças de quebra-cabeça, que não fazem sentido por si próprias.
Cada pedacinho é como uma célula, um pedaço dalgo maior e inteiro mas que é inteira por si só, que tem um núcleo e que tem todo o conteúdo genético e único dentro de si.
Mesmo sendo só um pedacinho.

Eu encontro pedaços dele na minha mão.
Dois dias após tê-lo visto, quatro banhos tomados e muitas torneiras com sabonete após tê-lo tocado, minha mão resolve exalar seu cheiro. Em pontinhas - ora, também em pedaços. No ladinho da mão, na ponta do dedo anelar. No pulso também, bem ao lado do meu machucadinho em cima da veia. Apareceu também na região média de meus três dedos quando juntos.

Outro dia apareceu em público. Não internamente na memória olfativa, mas como uma pequena brisa que passou sob o meu nariz - e sob meu nariz apenas. Passou devagar mas sem muita demora. Tempo suficiente pra dar pra sentir direito e identificar o cheiro sutil (e gostar).

Apareceu quando eu exercitava meu corpo que se mostra tão saudável. Apareceu, assim, nas orelhas que esquentaram com a circulação sangüínea ativa. Apareceu quando eu ouvia Dear Prudence e também quando cantava Golden Slumbers. Aparece em outras formas de manifestações, em outros pedaços, mais ou menos sensórios, em situações de maior ou menor sinestesia, mas sempre dessa forma que faz todo o sentido. Pelo micro, pelo tempo, por tudo o que forma o macro e a harmonia. Bem como as coisas fazem sentido pra mim. Aparece na minha casa à noite, mesmo com preguiça, e me abraça quando eu produzo ruidinhos bobos pra mostrar a tristezinha nem um pouco triste de ele ter de ir embora. Ah, e faz toda uma carinha quando eu o chamo de bobo.

Ele aparece de verdade, sendo algo real; aparece sem causar meus equívocos tão comuns e tão viciosos, apareceu aqui daquele jeito sem pedir licença mas sem arrombar a porta, apareceu me fazendo usar metáforas batidas como essa.
Apareceu aqui ativando minha memória olfativa e me fazendo jurar que não é ela que se manifesta dessa forma mas como se por vezes meu corpo incorporasse seu cheiro, bem aos pouquinhos e aos pedacinhos.
E poxa, eu realmente juro.


Inspired by Euterpe - 11:40 AM

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Sábado, Julho 12, 2008

São uns olhos quase pequenos, quase puxados.
É uma voz média-grave, uma voz bonita, cuja beleza inclui a quase rouquidão e a obviedade dos abusos.
Um ar de casa 8 que permeia todo o ser, que dá aquele tom grafite-quase-preto tão característico, tão claro à minha percepção de polaridade oposta. O grafite-quase-preto que de imediato me fez atrair e admirar - mesmo que com certos equívocos.
E ah! - que equívocos.
Um tom grafite-quase-preto que me faz nova, que me faz confrontar e deparar com coisas tão novas para mim. Dá-me uma insegurancinha inédita, dá-me um medo muito novo. Tão novo que ainda penso e ainda tento identificar; tão novo que percebi nunca ter sentido tanto medo de perder algo que mal comecei a ter.
É o tom grafite-quase-preto que têm os escorpianos, mas aplicado com outros aspectos que se combinam perfeitamente. E sempre muito fortes, muito presentes.

Um cheiro altamente natural e suave, tão suave que mesmo durante o sono, exalado ao máximo, continua sutil. E muito bom.
É o cheiro que o grafite-quase-preto deveria ter. É um cheiro que não é musical, e isso faz todo o sentido. É um cheiro muito visual, muito sensorial. Específico.

É de uma beleza que me tira do sério. É de empatia e é de transparência nenhuma - ora, é grafite-quase-preto. Como poderia transparecer demais?
A não transparência me dá gosto. Ah, tudo me dá gosto. Até mesmo esse impulso que eu cria piamente não fazer parte de minha natureza, esse impulso de buscar me comedir...até isso me dá gosto.

Até a vergonha pra mim mesma de escrever isso tudo. Mesmo que ninguém leia, mesmo que nem fantasmas tenham restado.

Não consigo nem sequer terminar. E ainda preciso viajar....ah.


Inspired by Euterpe - 2:20 PM

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Segunda-feira, Maio 19, 2008

Foi bom demais.
A distância e os dois meses sem ver não trazem só saudade, mas também um medo que costuma resultar em ações (ou melhor, inações) burras. O medo de ter perdido vínculo, o medo de não existir mais nada do outro, o medo do desvínculo em si... quando dá pra perceber o estar no meio do caminho dá o medo. Ir até o fim, distância total e quebra de qualquer laço, dá medo pela dor. Mas voltar, reatar, seja aos poucos ou duma vez, dá um medo horrível e diferente: o medo do trabalho, o medo de confrontar a culpa, de confrontar seu próprio fracasso, medo de ver que não é tão fácil voltar.
Medo de, ao começar o trabalho todo de estreitar ou refazer o laço, encontrar no outro lado uma dificuldade, uma relutância, um não querer que é mortal. Esquecimento.
O confronto direto e intenso costuma servir. Quando consciências racionais não existem, então, ufa. Enquanto enlouqueço e me perco em pensamentos, reflexões, medos e saudades e mais mil sentimentos esquisitos, o outro lado está só vivendo.
E esse só vivendo...resultaria no esquecimento?
Não. Durante o confronto de algumas horas aos poucos foi me provando, daquele jeito-sem-jeito de criança, com aquela sinceridade, aquela excitação, toda a energia de quem já é enérgico, toda a energia de quem se anima, toda a energia de reviver bons (boníssimos!) momentos, e ainda toda a energia que o ser criança traz.
Correu loucamente até cansar. Mas corria na minha direção, na direção dela também. Todo estabanado, tentava beber água onde não dava, corria, lambia, pulava. Depois se entregou, como dantes, aos afagos calmantes nos lugares que só eu tenho ciência. Lambeu. Lambeu exatamente como antes, daquele jeito de quem cumprimenta rapidamente para demonstrar carinho de quem tem energia demais para dormir no colo.
Soube que, em nossas ausências, não atendia o chamado de ninguém; nem pelo seu nome nem pelos nomes que improvisaram aqueles que o desconheciam. Não atende nem o chamado de quem lhe dá comida atualmente, de quem está com ele o tempo inteiro.
E, do outro lado do sítio, muito longe, correu prontamente para mim quando gritei uma vez só seu nome.
Embora a idéia de reavê-lo em uma casa em breve não saia da minha cabeça há muito tempo, há sempre o medo de privá-lo duma felicidade que possa preferir. De dar à minha pequena criaturinha a felicidade da presença, mas tirá-la todo o resto; de dela tirar a preferência não manifestada e não consciente.
Mas quando fomos embora meu azougue me surpreendeu e fez mais doloroso deixá-lo de novo. Tentou sair, tentou seguir. Se enfiou em buracos do portão, tentou muito ir atrás. Viu o carro, nós já do outro lado do portão, se inquietou. Seguiu nossos passos o quanto deu. Quando abri a porta e entrei no veículo, olhei-o de novo. E, então, finalmente, chorou.
Meu filhotinho, que sempre relutava ao ver o carro, que sempre quis evitá-lo, dessa vez o preferia ao sítio-paraíso gramado com espaço, cães, gatos para perseguir, mexericas e abacates para comer e terrenos para disputar com os outros machos.
Ele nos escolheu.
E é por isso que ganhei uma força maior, tanto para minha vida como vida quanto para o esforço para mudar e resgatá-lo.


Inspired by Euterpe - 11:15 AM

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Quinta-feira, Maio 15, 2008

A grande verdade é que, pra variar, pessoas estão me cansando cada vez mais.
Já cheguei a culpá-las, mas em seguida transferia 100% dessa culpa pra mim mesma.
Não são as pessoas que são cansativas, eu é que tenho um problema com elas.
Mas já acho que é um pouco de cada. Acho que as pessoas são extremamente desinteressantes, previsíveis, facilmente legíveis. Ou totalmente (e, por isso, desgradavelmente) imprevisíveis. Ou muito feias, ou assustadora e friamente bonitas, sem traços de humanidade. Extremamente inteligentes e cultas, porém horríveis em sentimentos - desprovidas deles, deles apavoradas, ou simplesmente se trata daquela limitaçãozinha de lugares comuns, como em filmes fracos.
Talvez eu exija demais, talvez procure tudo o que me falta nas pessoas. Isso pode ser um problema mesmo, eu bem que poderia ser dessas que ama as pessoas apesar de suas mediocridades e falta de idiossincrasias encantadoras, que seja. Mas não sou. Eu simplesmente me canso. Continuo respeitando e até sentindo afeto por suas existências, mas em geral me enjoam, em geral prefiro ter certa distância.
Como querer dividir qualquer coisa com o que me enjoa?
Como querer acompanhar um seriado que não cativa, acompanhar a carreira de algum artista sacal?
Como ter algum querer se as coisas e as pessoas não me despertam absolutamente nada além dum cansaço apático...?
Ainda fosse uma exaustão!
Mas é só opacidade.
Eu cansei das pessoas.
Cansei muito, cansei de muita coisa.
Eu só queria meu filhotinho inglês, minha Lica de volta, todo esse carinho e o encanto que não enjoa. A convivência intensa diária, por anos, que não tem nenhum dos problemas que existem com famílias e cônjuges e amigos e qualquer coisa assim.
E eles nunca, nunca me enjoaram.

Quoting: "Não me importo de não ter amigos, de não conseguir me relacionar tão bem com pessoas... mas me importo, e muito, de não conseguir ter um cachorro."


Inspired by Euterpe - 11:44 PM

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Terça-feira, Maio 13, 2008

Processo do fim da tempestade ao trabalho a ela posterior
(Aquele com a calmaria típica do after (embora digam ser do before))



What happened to the Post War Dream?

Hide, hide, hide,
behind petrified, paranoid, mild eyes.

Get your filthy hands off my desert.

Would you send me packing?
Or would you take me home?

No nerve for the final cut.

Not now, John
Hollywood waits at the end of the rainbow
Not now, John
Got to get on with the show
Not now, John
Fuck all that, we gotta get on with these

Not now, John
You gotta get up.

(Waters feat. Floyd.)


Inspired by Euterpe - 1:33 AM

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Domingo, Maio 11, 2008

20 years of snow falling;
20 years of strangers looking into each other's eyes.


Inspired by Euterpe - 8:29 PM

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Segunda-feira, Maio 05, 2008

- E a vida, como anda?
- Ciclotímica.


Inspired by Euterpe - 11:26 PM

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Domingo, Maio 04, 2008

Se se tratar de inferno astral...
Ah, então o Cosmos é uma piada de muito mau gosto.


Inspired by Euterpe - 2:32 PM

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Domingo, Abril 20, 2008

Licença Poética

Together we stand
Divided we fall


*

Divided we stand
In pieces we fall


Inspired by Euterpe - 3:38 PM

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Segunda-feira, Abril 07, 2008

Ciclos de Heráclito, o eterno retorno nietzschiano...releituras e releituras das mesmas coisas.

E as saudades todas se resumem apenas àquelas do meu cãozinho e de algumas atmosferas de épocas de vida; na verdade acabam por ser saudades duma nova e inédita atmosfera. É, eu sinto saudade do que nunca tive ou vi.
Pessoas? Nah, no more.


Inspired by Euterpe - 9:25 PM

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Segunda-feira, Março 31, 2008

[Minha] Verdade



Descobrindo, aos poucos, que o que existe não é Murphy, não é exatamente um cansaço, não é nada disso.
O que existe mesmo é teimosia, um pouco dela e muita burrice.

Aguardem só um momento, vou vomitar ali no matagal por uns dias e depois volto.

Afinal, pessoalidades e impessoalidades também são manifestações de burrice.

Meias-palavras se espalham tanto que a causa de minha morte será metástase.


Inspired by Euterpe - 9:36 PM

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Sexta-feira, Março 28, 2008

Eu queria falar sobre várias coisas, ter o que dizer e tal.
Mas é esquisito, eu tenho trabalhado e estudado tanto que fico meio esgotada da cabeça.
É bom ser ativa assim, intensamente, mas passiva também. Canto e estudo pra caralho, e como lazer eu vejo filmes, assisto a dois seriados, exercito meu corpo que há um bom tempo já saiu da categoria sedentária e ainda leio Lolita.

A serenidade total e absurda, a vida devota à arte, essa coisa toda, a cura da insônia... engraçado quando isso tudo sana os problemas existenciais.
Mas não acho que estejam sanados de fato...
Não que estejam aqui, latentes e reprimidos e a qualquer momento explodirão.

Concluo, ao fim, que toda essa serenidade constante, contínua, se deve em muito à minha reclusão; por ter aberto mão da vida social.
Hum...
É bom e ruim. Tem sido mais o primeiro.
Não sinto saudades das mesmas pessoas de sempre, não sinto falta. Sinto falta de coisas novas, torrenciais ou apenas incrivelmente tenras.
Uma coisa nova!
Homem!
Algo muito diferente de todo o anterior...e, por isso, parecido comigo.
Pois, quando paro de trabalhar e estudar, quando caio em mim mesma...pareço anestesiada. Parece depressivo que toma Prozac. Uma personalidade ajustada ao molde da cápsula.
Mas a música não me limita, pelo contrário...
Ah...
Perco até vontade de escrever aqui por saber que volta e meia alguém lê.

Acho que eu preciso de novos ares que não me desvirtuem dos benefícios que essa serenidade ambígüa me traz.


Inspired by Euterpe - 1:26 AM

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